A balneabilidade das praias no verão


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As comemorações de fim de ano terminaram, mas o verão continua a todo o vapor. Para os que pretendem enfrentar o sol nas praias, estar atento à balneabilidade é importante, sobretudo no contexto atual em que a qualidade das águas não está confiável. Só no estado de São Paulo, de acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), 71 das 174 praias paulistas estão - segundo as amostras recolhidas entre 25 de novembro e 23 de dezembro - impróprias para o banho. 
 
Mas o que seria a balneabilidade? E qual a sua relação com a saúde? Em resumo, é a capacidade que a água destinada ao lazer tem de proporcionar um contato direto em atividades recreativas ou esportivas, como a natação. Nos locais sem balneabilidade, existe o risco de ingerir água contaminada por bactérias, protozoários, vírus e contrair alguma doença. A principal é a gastroentrite, que apresenta, em seus sintomas enjôo, diarréias e dores de cabeça. Infecções nos olhos, febre tifóide, dentre outros problemas, também podem ser adquiridos. 
 
O principal fator para categorizar as praias é a densidade dos coliformes fecais - bactérias encontradas em grande quantidade no intestino do homem e dos animais de sangue quente. A avaliação pode ser alterada pela maré, pelo clima e também pelo nível de chuvas. Como estas são variáveis capazes de alterar diariamente, tornam o trabalho de análise altamente complexo. 
 
E a tendência para os próximas anos é de piora na balneabilidade, em razão da falta de investimento na questão ambiental e sanitária dos municípios. Isso tudo se resume em números: segundo pesquisa do Instituto Trata Brasil divulgada em 2018, houve, nos últimos anos, uma redução de 1,75 bilhões de reais no investimento do Governo Federal no setor de saneamento básico, diminuindo a quantidade de água potável. 
 
Dicas para aproveitar as praias no verão: 
 
Sempre procurar a classificação das praias antes de acessá-las, para saber se são impróprias ou não.
Não levar animais de estimação a estes locais, evitando a contaminação do mar. 
Tentar não ingerir água do mar. 
Estar atento às crianças ou aos idosos, pois estes grupos são menos imunes do que os adultos no caso de contaminação. 
Não entrar em cursos de água que afluem às praias. 
 
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Referências utilizadas no texto 
 
G1 Globo
Folha de SP
Cetesb
O Globo
 

0800 378 2246

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