Doação de leite materno: uma causa que pode ser sua


Postado em 03/07/2018



Para comemorar no dia 19 de maio o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, o Ministério da Saúde lançou, no dia 18 do mesmo mês, a campanha “Doe leite materno. Ajude quem espera por você”. O objetivo da campanha foi incentivar, e conscientizar, as gestantes que estão em fase de amamentação a doarem para os 219 bancos de leite distribuídos em todo o Brasil. 
 
Com o apoio de atrizes como Sheron Menezes e Karina Bacchi, a ação teve um papel importante na conscientização de um tema essencial na saúde pública brasileira, pois é somente através do leite humano que o bebê adquire os anticorpos encarregados de defender o organismo contra alergias e infecções, além de garantir a alimentação do recém-nascido. Entretanto, mesmo com todo o suporte propagandístico, a campanha ainda precisa avançar, uma vez que o volume de leite coletado, hoje, só dá conta de suprir 60% da demanda. 
 
A doação gera benefícios positivos, tanto para os doadores, quanto para os receptores, uma vez que estimula a produção de leite das mães que doam e salvam as vidas de muitos bebês que encontram-se na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Além do Brasil que, entre os anos de 2009 e 2017, já beneficiou 198 milhões de bebês prematuros com os bancos de leite, países da África Subsaariana (que sofrem com altas taxas de mortalidade infantil), como Uganda, presenciaram em três anos o aumento de 45% para 85% nas taxas de sobrevivência dos bebês. 
 
Entretanto, algumas dúvidas desestimulam as mães a doarem os leites. Entre elas, podemos destacar: o medo de faltar leite para o bebê da doadora, e acreditar que o leite artificial pode substituir o humano. 
 
No entanto, é preciso reforçar que o organismo da doadora se autorregula e, ao extrair o leite, as glândulas mamárias produzem, muitas vezes, mais leite do que necessário, podendo doar o excedente. Para complementar, os especialistas de saúde, como a coordenadora do Banco de Leite do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, Andrea Fernandes, alertam que o leite artificial não é igual ao materno podendo, inclusive, desenvolver no bebê uma alergia com a proteína do leite. 
 
Não se pode esquecer que os bancos de leite precisam de potes para armazenar o alimento, e a doação deste objeto, quando limpo e esterilizado, também é muito importante, já que contribui com a campanha. 
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