Neuroeducação e a aprendizagem escolar


Postado em 09/08/2018



Superar as dificuldades de aprendizagem, estimular os alunos a estudarem e tornar o ensino mais prazeroso são alguns dos desafios que os educadores enfrentam diariamente nas escolas. Pensando em alternativas para dinamizar o ensino tradicional nas instituições de ensino, a neurociência alia-se à educação com o objetivo de fornecer uma nova visão que aprimore o desempenho dos estudantes. A neuroeducação, área interdisciplinar que combina a educação com a psicologia, fornece  informações valiosas para entender os processos cognitivos e, dessa forma, auxiliar na criação de novos métodos de ensino. 
 
Segundo o médico, professor e Doutor em Neurociência pela Universidade de Oxford, Francisco Mora, a área da neuroeducação tem o potencial de mudar as metodologias utilizadas em sala de aula e contribuir positivamente com o processo de aprendizagem. Na visão de Mora, só se pode aprender aquilo que se ama (o que, inclusive, é nome de um dos seus livros), por isso, desenvolver a emoção nos alunos, com o conteúdo, é a única maneira de despertar o interesse dos estudantes nos estudos. 
 
Dessa forma, o professor defende uma mudança no modo convencional de ensino e, nesse contexto, a neurociência aplicada à educação provê as evidências necessárias para tornar a busca por conhecimento prazerosa e satisfatória, além de eficiente. Mesmo que a área seja relativamente nova, algumas certezas encontradas já são passíveis de serem estudadas e aplicadas. 
 
Por exemplo, atualmente, os neurocientistas já sabem que cada cérebro é individualizado e possui um ritmo de desenvolvimento diferente. Inclusive, psicólogos que trabalham com o tema, como o professor da Universidade de Harvard, Howard Gardner, propõem que existem 8 tipos de inteligência, sendo elas:  linguística, lógico-matemática, corporal,  musical,  espacial,  naturalista,  interpessoal e intrapessoal, cada um independente entre si. 
 
Conhecer estas informações é fundamental para o trabalho do professor, uma vez que, ao aprender sobre a individualidade de aprendizagem pertencente a cada aluno, é possível distinguir e aplicar a melhor abordagem em sala de aula. Além disso, valoriza-se mais a capacidade do aluno, pois as dificuldades do estudante em compreender o conteúdo proposto passam a ser vistas como  erros no método aplicado em aula, e não apenas uma incapacidade intelectual do estudante. 
 
Essa diferente perspectiva na educação, também fornece fundamentos teóricos que dão conta de analisar, inclusive, o período ideal para iniciar a leitura. Saber destes detalhes pode contribuir de forma positiva na construção do conteúdo ensinado, principalmente levando em consideração que, no ano de 2016, o Brasil foi avaliado na 59ª posição no ranking do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), número considerado baixo em comparação com outros países subdesenvolvidos. 
 
Portanto, não é exagero dizer que a neuroeducação é uma das principais tendências na educação brasileira. Logo, somar estes conhecimentos à sua experiência profissional é um diferencial que o tornará apto a contribuir com a promoção da educação no ambiente escolar.
 
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Fontes: 
 
 

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