Desde 3000 A.C. as civilizações da antiguidade, como os chineses, sumérios e egípcios, utilizavam elementos naturais para auxiliar no tratamento de doenças. A fitoterapia, atualmente, além de cumprir essa função, torna o estudo de plantas medicinais em uma ciência, avaliando o efeito dos fitoterápicos nos tratamentos complementares. 
 
A partir da Portaria de n° 471 do Ministério da Saúde, do ano de 2006, as plantas medicinais são reconhecidas como uma das práticas complementares da saúde. Na sequência disso, a fitoterapia surge no Brasil. No momento presente, o SUS conta com 12 fitoterápicos oferecidos pela rede pública em 14 estados brasileiros. 
 
O financiamento ocorre através de recursos do governo federal e deve, antes de ser disponibilizado no SUS, passar por fiscalização e avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 
 
As aplicações da Fitoterapia incluem o tratamento de ansiedade e depressão. De acordo com a Anvisa, o Rivotril chegou a vender, só em 2015, 23 milhões de caixas. O dado é preocupante, sobretudo devido aos efeitos colaterais que o medicamento ocasiona, como dependência química e a perda de memória em razão do uso prolongado. 
 
Dessa forma, outros recursos para lidar com essas doenças adquirem relevância e adeptos, e as plantas medicinais surgem como alternativas encontradas. Exemplos da utilização encontram-se na camomila, na erva-cidreira, na erva-de-são-joão e na passiflora (a flor do maracujá). Assim, através do preparo de chás, é produzido efeito calmante. 
 
Ademais, os fitoterápicos têm benefícios na reposição hormonal durante o período da menopausa. Para evitar hormônios sintéticos, mulheres encontram nas plantas detentoras de substâncias vegetais, a reposição necessária. 
 
Contudo, é importante destacar que os fitoterápicos só devem ser aplicados após a  avaliação de um profissional qualificado. Caso contrário, o uso incorreto pode ocasionar reações indesejadas com medicamentos comuns, ou até comprometer o fígado. A passiflora, por exemplo, se consumida em excesso e misturada a outros remédios, gera forte sonolência. 
 
Por isso, para os graduados em Nutrição, saber da prescrição de fitoterápicos e dos suplementos e alimentos funcionais, contribui com o trabalho dos nutricionistas ou especialistas de saúde – principalmente no que se refere ao futuro promissor na fitoterapia. Confira o curso de Pós-Graduação presencial em Prescrição de Fitoterápicos e Suplementação Nutricional na Nutrição Clínica e Esportiva da Estácio e aproveite o período de inscrições. 
 
Fontes:
 
Drauzio Varella
Eu sem Fronteiras
Correio 24 horas
A Tribuna
Saúde Abril 1
Saúde Abril 2