A pandemia e a educação das crianças e adolescentes do espectro autista


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O momento que estamos vivendo com a pandemia de Covid-19 teve um grande impacto na educação de crianças e adolescentes do espectro autista. 
 
De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde, estima-se que, em média, uma em cada 160 crianças no mundo apresente Transtorno do Espectro Autista (TEA). 
 
No Brasil, em julho de 2019, foi sancionada uma lei que torna obrigatória a inclusão de informações sobre pessoas com autismo em censos demográficos. Essa medida implica a obtenção de dados oficiais sobre as pessoas com TEA em território brasileiro, já que ainda não existem dados oficiais sobre essa população.

O que é autismo?

Comumente conhecido apenas como autismo, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) se refere a uma série de condições que são marcadas, principalmente, pela dificuldade de comunicação e socialização, e um padrão de comportamento repetitivo.
 
O TEA, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, “começa na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, as condições são aparentes durante os primeiros cinco anos de vida”. 
 
Existem diversas gradações e maneiras de manifestação do autismo, já que envolve, de fato, um espectro amplo de manifestações, podendo ser  classificado em diversas categorias, como autismo clássico e síndrome de Asperger. 
 
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A pandemia e a educação das crianças autistas

Na América Latina e no Caribe, estima-se que 137 milhões de crianças foram afastadas das salas de aula durante a pandemia, de acordo com um relatório do Unicef.
 
Com a alteração brusca na rotina, na socialização, no acompanhamento dos professores e professoras e, em alguns casos, com a falta de material apropriado, os alunos com algum grau de autismo podem ter dificuldades nesse processo de aprendizagem adaptado para o online. 
 
Entre os problemas que podem surgir estão a dificuldade de concentração, as alterações no sono, a irritabilidade e a maior ansiedade, que podem atingir intensamente crianças e adolescentes com TEA em fase escolar.
 
Dicas de como lidar com crianças autistas durante a pandemia
Como o TEA é, sobretudo, uma condição comportamental e está diretamente ligado a aspectos comunicacionais e de socialização, os estímulos devem ser frequentes e diversos. 
 
Nesse momento delicado, os pais podem contribuir com a educação das crianças autistas proporcionando:
 
• ambiente ordenado e harmônico;
• rotina bem estabelecida, com horários certos para dormir, acordar e fazer as refeições;
• alimentação saudável e equilibrada;
• ambiente adaptado para a prática regular de atividades físicas;
• Atividades que agradem a criança, como assistir filmes, ouvir músicas, dançar, ler histórias e desenhar.
• explicação para a criança ou para o adolescente sobre o momento que estamos vivendo e como isso se reflete na rotina diária;
• paciência e novas estratégias para as atividades diárias, utilizando formas lúdicas de ensinar. 
 
Nesse momento complicado, a atenção à saúde mental é imprescindível para prevenir o adoecimento psíquico, e isso se estende a todos os membros da família.
 
Contudo, é importante ressaltar a necessidade do acompanhamento de profissionais especializados em Educação no auxílio às crianças e adolescentes com TEA em fase escolar. São esses profissionais que podem direcionar melhor a família para lidar com o processo de ensino-aprendizagem das crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista.
 
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