Em período de eleições, três temas ganham maior relevância nos debates, a saúde, a educação e a segurança pública. No caso da saúde, as últimas notícias não são as melhores, pois o desperdício de 268 milhões investidos pelo governo federal na construção de 145 UBS (Unidades Básicas de Saúde), a falta de recursos e má gestão no SUS (Sistema Único de Saúde) são desafios que os próximos governantes deverão enfrentar, principalmente em um cenário pouco propício para aumento de gastos. 
 
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, em 2015, o Brasil gastou em saúde o equivalente a 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto), ou 333 dólares por pessoa. Se comparar com a experiência internacional, Argentina e França gastam, respectivamente, 713 e 3.178 dólares por pessoa.
 
O que já é preocupante, fica ainda pior com as mudanças nas verbas federais destinadas à saúde. Devido à mudança nas regras de cálculo do orçamento, em razão da emenda constitucional 95, os investimentos em saúde são equivalentes aos gastos do ano anterior, ajustados pela inflação. Dessa forma, as alterações e congelamento dos recursos destinados a este setor podem significar cortes constantes e reduzir o pagamento de funcionários, compra de materiais ou expansão do SUS. 
 
Além disso, em 2018, o total de renúncias fiscais na economia são estimadas em 283,4 bilhões de reais, segundo o TCU (Tribunal de Contas da União). O total de recursos perdidos em renúncias corresponde ao dobro do orçamento do Ministério da Saúde (125,3 bilhões de reais). 
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O tema é composto por várias nuances e fornece desafios diários para os formuladores de políticas públicas e profissionais de saúde. Por isso, o aperfeiçoamento constante é necessário, principalmente em um tema tão complexo. Acesse a página de cursos de Pós-Graduação ofertados pela Estácio na área de Saúde ou Administração, e faça parte do grupo de especialistas preparados para trazer o bem-estar até os brasileiros. 
 
Fontes: 
 
Folha-Uol 
Folha-Uol 2
Notícias-Uol 
Notícias- Uol 2