Uma pesquisa divulgada em 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que nove em cada dez pessoas no mundo estão expostas a concentrações de poluentes acima dos limites recomendados. No Brasil, por exemplo, esse problema é responsável pela morte de 50 mil pessoas por ano, uma vez que a poluição pode levar a problemas mais sérios, como câncer de pulmão, ataque cardíaco e derrame cerebral. Pesquisas recentes sobre os efeitos da poluição em seres humanos indicam ainda que é possível que o ar que respiramos esteja interferindo em nossas atividades cognitivas e em nossa maneira de pensar.

A relação entre a poluição e mortalidade já está comprovada pela ciência. Há estudos que mostram que a possível suspensão da circulação de veículos em grandes cidades por determinado período reduziria a taxa de mortes por doenças respiratórias. Os responsáveis pela intoxicação são os chamados “materiais particulados”, que, no organismo, entram pelas narinas até o pulmão e, a partir daí, se espalham pela corrente sanguínea.

Alguns sintomas são simples e fáceis de notar, como garganta e boca seca, falta de ar e tosse. Esses sintomas são, na maioria das vezes, tentativas do corpo de expulsar os intrusos que entram no sistema respiratório. Existem também sinais “silenciosos”, como risco de infarto, prejuízo à memória e impacto na fertilidade. Abaixa imunidade de crianças e idosos torna esses dois grupos ainda mais suscetíveis aos males causados pela poluição.

 

Como prevenir doenças respiratórias?

Mas, se o perigo está no ar, como se defender? As medidas mais importantes a serem tomadas devem ser coletivas, como o controle de escapamentos de veículos, a fim de reduzir a emissão de poluentes; maior uso de transportes coletivos e de energias limpas renováveis. Trata-se de iniciativas que trazem bons resultados para a saúde do ambiente e para a saúde dos seres humanos.

Para manter a família protegida em casa, recomenda-se o uso de umidificadores de ar, principalmente para quem vive em cidades muito secas. Uma forma de proteger bebês e crianças é a limpeza frequente das narinas, que devem ser higienizadas com soro pelo menos duas vezes ao dia, segundo pneumologistas. 

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