Medicina Aeroespacial – Guia completo de tudo que você precisa saber sobre essa especialização.

O que é Medicina Aeroespacial?

Embora pouco conhecida, a Medicina Aeroespacial oferece um mercado de trabalho amplo e de futuro promissor para os profissionais especializados na área, uma vez que é essencial para o mercado de transporte aéreo no Brasil e no mundo.

Por isso, em 2018 foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como uma área de atuação da Medicina.

Trata-se de uma especialização em Medicina que estuda a prevenção e o tratamento de doenças relacionadas à exposição constante a todos os tipos de atividades aéreas e pesquisa médica.

Isso faz com que a especialização em Medicina Aeroespacial cresça cada vez mais entre os estudantes de Medicina que buscam uma especialização diferenciada e com amplo mercado.

Áreas de atuação:

Há um campo muito mais vasto do que se imagina para a atuação do médico aeroespacial, e as opções incluem:

•         Companhias aéreas

•         Reguladores da aviação

•         Serviços de tráfego aéreo

•         Agências espaciais

•         Organizações de pesquisa acadêmica ou comercial

•         Médicos Examinadores da Aviação.

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O médico aeroespacial na aviação comercial:

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o número de passageiros de avião cresceu 1,2% em 2019; foram mais de 108,3 milhões de pessoas viajando somente nesse ano. Já em 2020, a ANAC registrou 465 mil voos realizados pelas companhias aéreas brasileiras, dos quais 87% foram dentro do país.

Ou seja, mesmo em período de pandemia, o transporte aéreo está em alta. Por isso, profissionais que monitorem as consequências dessa atividade são de extrema importância para o mercado.

A Medicina Aeroespacial é uma especialização dentro da Medicina que se destina a estudar, tratar e prevenir doenças que possam surgir em pessoas expostas a atividades aéreas constantes, como pilotos, comissários de bordo, comandantes de aeronaves, bem como passageiros frequentes e eventuais.

Estimativas indicam que, em 2009, houve 1 morte súbita a bordo para cada 5,7 milhões de passageiros. Por meio da atuação de especialistas em Medicina Aeroespacial, mortes fatais podem ser evitadas se os seus sinais forem precocemente identificados.

Surtos, epidemias e vários traumas podem ser suprimidos quando existe a presença de um profissional capacitado para identificar alterações fisiológicas no ambiente aéreo.

Logo, um especialista em Medicina Aeroespacial pode atuar em companhias aéreas, clínicas médicas e aeroportos, dando orientação médica a tripulantes, viajantes e turistas sobre assuntos relacionados à saúde no voo, além de realizar exames e fornecer atendimento médico especializado.

Tal atendimento visa justamente prevenir situações de risco para passageiros e tripulantes presentes no voo. Por exemplo, um especialista em Medicina Aeroespacial poderia detectar a presença de passageiros com infecções ativas (pneumonia, sinusite). Tais doenças podem não ser detectadas pelo próprio passageiro, mas, dependendo do seu grau, poderão afetar a saúde fisiológica dos tripulantes e dos passageiros.

O profissional especializado poderá, ainda, detectar particularidades que passariam despercebidas às pessoas comuns, mas poderiam causar sérios danos à saúde dessas pessoas. Portadores de doenças cardiovasculares acometidos de infarto não complicado, por exemplo, precisam aguardar de 2 a 3 semanas após o ocorrido para viajar. Já os pacientes acometidos por infarto complicado precisam aguardar até 6 semanas.

Pacientes acometidos por angina instável, insuficiência cardíaca descompensada, taquicardia ventricular ou supraventricular não controlada não devem voar.

Todos esses pormenores precisam ser verificados por um profissional especializado não apenas antes, mas no dia da viagem, por se tratar de condições variáveis.

O médico aeroespacial na aviação militar ou astronáutica:

Talvez este seja o ramo mais empolgante da Medicina Aeroespacial, pois, além de voos comerciais, inclui voos interplanetários, o que nos faz pensar que os filmes de ficção científica podem não ser uma realidade tão distante para nossas futuras gerações.

Segundo a Sociedade de Medicina Aeroespacial, as viagens suborbitais já são uma realidade, inclusive para o mercado turístico, e a Medicina Aeroespacial já atua também nesse segmento.

Como se tornar um especialista em Medicina Aeroespacial:

Para se tornar um especialista, o médico precisará ter concluído a residência médica e possuir título de especialista da Associação Médica Brasileira em Clínica Médica, Medicina Intensiva, Medicina de Emergência, Cirurgia Geral, Pediatria ou em Anestesiologia.

O curso de pós-graduação em Medicina Aeroespacial oferece um amplo campo de atuação, uma vez que provê aos médicos instruções teórico-práticas como:

• Fisiologia da aviação e espacial avançada;

• Psiquiatria;

• Medicina da aviação clínica e operacional;

• Treinamento prático e teórico Emergência Médica a Bordo em ambiente simulado;

• Medicina aplicada à aviação militar em relação aos seus impactos no organismo, como aceleração, desorientação, e o posicionamento do médico como médico de esquadrão.

• Conhecimento das Normas Regulatórias na complexidade da visão nacional e internacional.

A Medicina Aeroespacial tem um futuro promissor e fascinante, por isso, se você deseja fazer parte desse futuro com preparo e capacitação de alto nível, confira mais informações sobre a Pós Estácio em Medicina Aeroespacial. Clique aqui e saiba mais.

 

 

 

 

 

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