Mulheres na literatura: 5 escritoras brasileiras extraordinárias


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Da poesia ao romance, ou do conto ao ensaio, são infinitas as possibilidades de expressão por meio das palavras. Os escritores e as escritoras sabem bem disso e fazem da escrita sua forma de expressar, comunicar, dialogar e pensar. 
 
Para homenagear seus trabalhos, o dia 25 de julho foi instituído como o Dia Nacional do Escritor, graças ao sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, realizado em 1960, na época organizado pela União Brasileira de Escritores, tendo como presidente João Peregrino e como vice-presidente, Jorge Amado.

As mulheres na literatura brasileira

Em todo o mundo, o reconhecimento e a inserção de escritoras aconteceu de forma gradual e com muita luta. Mary Shelley e Virginia Woolf, Emily Dickinson e Louisa May Alcott representam o alvorecer da literatura feminina nos Estados Unidos e no Reino Unido. Elas abriram caminho para que outras escritoras pudessem escrever e publicar e constituem marcos nos estudos da pós EAD em Língua Inglesa e Suas Literaturas.
 
No Brasil, não foi diferente. A inserção das mulheres também aconteceu de forma árdua e lenta, como acreditam algumas pesquisadoras brasileiras, como Cláudia Castanheira. Podemos perceber isso na ocupação das cadeiras da Academia Brasileira de Letras (ABL), que teve a primeira mulher somente em 1993: a escritora Raquel de Queiroz.
 
São grandes os nomes de mulheres na literatura brasileira, que passam por Maria Firmina dos Reis, Lygia Fagundes Telles, Cora Coralina, Cecília Meireles e tantos outros nomes ilustres, que ajudaram a construir e a inspirar escritoras por todo o país. 
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Veja 5 escritoras extraordinárias da literatura brasileira

1. Adélia Prado

Poeta, romancista, contista e autora de histórias infantis, ligada ao Modernismo. Em suas obras, abordou temáticas da vida cotidiana doméstica e da sexualidade, possibilitando um retrato da condição feminina de sua época. 
 
Entre suas obras, podemos destacar: Bagagem (1976); O coração disparado (1978); Solte os cachorros (1979); e Cacos para um vitral (1980). 
 

2. Carolina Maria de Jesus

Autora de diários, romances e poemas, bem como do célebre livro Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), que retrata sua vida na favela do Canindé, em São Paulo, mesclando depoimentos que mostram seu cotidiano e seus sentimentos frente à desigualdade social exposta na obra. 
 
Além de Quarto de despejo, podemos citar as obras: Casa de alvenaria: diário de uma ex-favelada (1961); Pedaços de fome (1963); Provérbios (1965); Diário de Bitita (1986); Antologia pessoal (1996); e Onde estaes felicidade? (2014). 
 

3. Conceição Evaristo

Romancista, contista e poeta mineira, Conceição Evaristo tem como base a experiência das mulheres negras, fornecendo reflexões sobre o racismo no Brasil, como uma forma de resgatar e recuperar a ancestralidade da negritude do país. A autora é extremamente importante para a representatividade negra na literatura
 
Entre suas principais obras, estão: Ponciá Vicêncio (2003); Poemas da recordação e outros movimentos (2008); Insubmissas lágrimas de mulheres (2011); Olhos d’água (2014); e Histórias de leves enganos e parecenças (2016).
 

4. Clarice Lispector

Romancista, cronista, contista, jornalista e tradutora. Um dos nomes mais expressivos da literatura brasileira, Clarice Lispector não podia ficar de fora dessa lista, ainda mais no ano do centenário de seu nascimento. Suas temáticas são, em geral, existencialistas e psicológicas. A centralidade das narrativas está no interior das personagens. Sua literatura focaliza as sensações, os sentimentos, os pensamentos e as memórias de suas personagens.
 
De sua obra, podemos citar: Perto do coração selvagem (1943); Laços de família (1960); A paixão segundo G. H. (1964); A hora da estrela (1977); e A descoberta do mundo (1984).
 

5. Hilda Hilst

Poeta, dramaturga, ficcionista e cronista paulista. Hilda Hilst produziu uma obra literária vasta, com linguagem inovadora. Ao todo, são mais de 40 títulos publicados, que se movimentam entre temáticas como insanidade, erotismo e divindade. 
 
Para conhecer o trabalho de Hilda Hilst, você pode viajar pelas obras: O novo sistema (1968); Tu não te moves de ti (1980); A obscena senhora D. (1982); e Bufólicas (1992).
 
Essas são apenas algumas das importantes figuras femininas da literatura brasileira, mas existem muitas outras, inclusive as mulheres que estão lançando seus trabalhos atualmente. Ler e consumir obras nacionais produzidas por mulheres é uma forma de valorizar os trabalhos escritos em solo nacional.
 
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