Os riscos e os benefícios do jejum intermitente


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Você já ouviu falar em jejum intermitente? Ele tem se tornado popular entre pessoas que desejam perder peso. Essa modalidade de jejum consiste em deixar de comer ou em reduzir muito a ingestão de alimentos durante determinado tempo. O CEO do Twitter, Jack Dorsey, declarou recentemente que só comia uma refeição por dia. A declaração causou discussão nas redes sociais. Houve até quem dissesse que se tratava de uma dieta extrema. Mas, ao que tudo indica, Dorsey está apenas seguindo a última tendência entre as dietas.

De acordo com o Conselho Internacional para Informação sobre Alimentação, o jejum intermitente foi a dieta mais popular de 2018. Ele pode ser realizado de várias formas, mas sempre envolve um determinado período de tempo em que o praticante come pouco, ou mesmo nada, em intervalos regulares de tempo.

Entre as diferentes formas de ser praticado, existe o padrão de jejum 16:8, em que o praticante jejua por 16 horas seguidas no dia e, em seguida, concentra as refeições durante um período de oito horas (por exemplo, do meio-dia às oito horas da noite). Já o padrão 5:2 determina ingerir apenas 25% das calorias normais durante dois dias não consecutivos ao longo da semana (por exemplo, terças e quintas). Há, ainda, o jejum completo de 24 horas, praticado uma vez por semana ou por mês.

Praticantes dessa modalidade de jejum garantem que é uma boa forma de perder peso. Um estudo do método, publicado pelo Annual Review of Nutrition de 2017, revelou que 11 de 16 experimentos realmente resultaram na perda de peso. Entretanto, descobriu-se também que alguns padrões de jejum não são aconselhados, como o padrão dos dias alternados, que provocou fome intensa nos praticantes e não foi considerado uma alternativa viável de emagrecimento.

Ao contrário da maioria das dietas, o jejum intermitente não restringe qualquer tipo de alimento, como doces, gorduras, carboidratos e açúcares. Ainda sim, essa modalidade de jejum por longos períodos de tempo seria realmente saudável? Segundo a mestre e doutora em Nutrição, Vanessa Coutinho, praticantes do jejum intermitente devem estar atentos às reações psicológicas: “Quando você tem uma dieta restritiva, proibitiva, você gera um comportamento inadequado: a pessoa fica frustrada, não faz bem para a alma, para o corpo. Um modo de comportamento alimentar com implicações psicossociais”.

Vanessa Coutinho ainda ressalta as possíveis consequências da restrição de micronutrientes, vitaminas, minerais e compostos bioativos. “Por causa da monotonia da dieta e das suas deficiências, você pode gerar um quadro subclínico de deficiência nutricional. E, ao retirar as gorduras, você também está tirando as vitaminas”.

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