Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, ou simplesmente Di Cavalcanti (1897-1976), um dos artistas de maior envergadura da arte moderna brasileira, ganha, 41 anos após sua morte, a mais rica exposição sobre sua vasta obra. Além de pintor e muralista, suas vertentes mais conhecidas, foi também ilustrador, caricaturista, gravador, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo, como resume sua biografia na Enciclopédia Itaú Cultural.
 
Na Pinacoteca de São Paulo, estão reunidas mais de 200 obras de coleções públicas e particulares, entre pinturas, desenhos e ilustrações trazidas de vários lugares do Brasil e de outros países. Batizada “No subúrbio da modernidade: Di Cavalcanti 120 anos”, a mostra, no dizer do curador José Augusto Ribeiro, realça dois aspectos complementares: a arte brasileira e sua posição periférica em relação aos centros europeus em que foi forjada a arte moderna, e os subúrbios do Rio de Janeiro, alegremente retratados pelo artista na sua busca do popular.
 
O catálogo da mostra traz textos de Ribeiro, da crítica Ana Belluzzo e do historiador da arte e romancista Rafael Cardoso, também autor do romance autobiográfico O remanescente (Cia. das Letras).
 
Curiosidade: na internet, é possível assistir a Di Cavalcanti (1977), curta do controverso Glauber Rocha, que filmou o enterro do artista, para desgosto da família.
 
Serviço
 
“No subúrbio da modernidade – Di Cavalcanti 120 anos”
Local: Pinacoteca de São Paulo (Pina Luz, 1º andar)
Endereço: Largo da Luz, 2
Tel.: (11) 3324-1000
 
Horário: de quarta a segunda, das 10h às 17h30, com permanência até 18h.