O Carnaval é a época mais agitada do ano. Muitas pessoas esperam ansiosamente por esses dias de folia, principalmente aquelas que dedicam sua vida às escolas de samba, as passistas. Muito se presta atenção ao glamour do Carnaval, nas fantasias, na avenida e nas mulheres que trazem o movimento nos desfiles. Porém, é preciso compreender como é a preparação das passistas, quais as lesões que essas profissionais podem sofrer durante um desfile, além dos cuidados que são necessários com a estrutura física.  
 
O Carnaval para essas mulheres começa muito antes, com meses de preparo e concentração para o grande dia. Mas as consequências de sambar em uma avenida por cerca de uma hora vêm depois desse período. O Prof. Me. Wagner Teixeira, coordenador do curso de Fisioterapia Traumato-Ortopédica, destaca a atenção que as passistas precisam ter para evitar lesões após o desfile: “Boa postura, preparo físico adequado, reforço muscular e calçados próprios e adaptados para evitar entorses e amortecer o impacto são requisitos fundamentais para um bom desfile e, consequentemente, para impedir lesões ao final dele”.
 
Apesar do alerta sobre as possíveis lesões que podem acontecer e os cuidados necessários, após o Carnaval, os consultórios dos fisioterapeutas ficam cheios. “No entanto, com todas as orientações realizadas, existe um alto índice de lesões pós-Carnaval e consequentemente uma grande procura aos serviços de fisioterapia especializados em traumato-ortopedia funcional. As principais lesões encaminhadas pelo médico ortopedista ao setor de fisioterapia são entorses de joelhos e tornozelos, fraturas de tornozelos, lesões ligamentares, traumas por quedas, lesões musculares e algias da coluna vertebral (lombalgias e cervicalgias)”, conclui o prof. Teixeira.
 
Por isso, o acompanhamento de um profissional especializado durante a preparação para o Carnaval é essencial e indispensável “O fisioterapeuta especializado em traumato-ortopedia funcional é um profissional capaz de atuar tanto na prevenção das lesões como na cura, por meio de uma avaliação fisioterapêutica especifica para cada lesão, efetivação de prognósticos fisioterapêuticos, diagnóstico físico funcional e elaboração de objetivos e tratamentos fisioterapêuticos específicos para cada disfunção”, explica o professor. 
 
Em média, uma escola de samba tem 1h05 para atravessar a avenida e cerca de 600 metros. As passistas precisam fazer esse percurso sambando, com o peso de uma fantasia e com salto alto. A dança já requer muita coordenação, preparo físico e disposição. Quando tudo isso é feito de salto alto e com peso extra, a atenção é ainda maior, pois o risco de passar mal e sofrer lesões aumenta. 
 
E uma lesão, por mais simples que pareça, pode levar semanas de tratamento. “O tempo de recuperação e o retorno à atividade diária depende muito de particularidades de cada lesão. O tempo de tratamento pode durar dias ou até mesmo semanas”, finaliza Teixeira.
 

Preparo do (a) atleta

A passista precisa se preparar como se fosse correr uma maratona. Alimentação equilibrada, descanso, hidratação e prática constante de atividade física ajudam nesse sentido. Tudo isso tem de ser feito com o acompanhamento de uma equipe de profissionais, já que não é apenas o samba no pé que precisa de atenção. Um time com nutricionista, preparador físico e fisioterapeuta pode ajudar a evitar uma série de lesões e problemas antes, durante ou depois do Carnaval.

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