Os benefícios da Neuroeducação no processo de aprendizagem


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A Neuroeducação é uma abordagem interdisciplinar dentro do ambiente educacional que busca respeitar a individualidade dos alunos, de forma que cada um deles aprenda de um jeito, em um ritmo, e isso deve ser explorado pelo educador.

Os responsáveis pelo processo de aprendizagem individual são o funcionamento cerebral e as funções cognitivas comportamentais. Dessa forma, a Neuroeducação é fruto da junção de três áreas do conhecimento humano: a pedagogia, que se dedica aos processos de aprendizagem e educação; a psicologia, que contribui para pesquisas nos campos cognitivo e comportamental; e a neurociência, que se concentra no funcionamento do sistema nervoso central.

A pedagogia traz a coletividade aos processos de ensino, em que os alunos aprendem a partir da sua integração com a classe e a comunidade, transformando seus saberes durante interações sociais. Em contrapartida, estudos voltados para os processos cognitivos comportamentais começaram a ganhar destaque com ideias de novas formas de ensino, visando buscar a melhor forma e processo de aprendizado de cada aluno.

Um dos grandes responsáveis pela promoção dessa área foi o linguista Noam Chomsky, que elaborou teorias bastante consistentes sobre a aquisição da linguagem individual. Segundo Chomsky, o processo depende mais de faculdades mentais do que de interações sociais.

Essa ideia abriu uma série de debates e pesquisas acerca do tema, a fim de desvendar os segredos das funções cognitivas: linguagem, memória, raciocínio e atenção, entre outras habilidades cerebrais. Em seguida, surgiu a neurociência, por meio da qual um verdadeiro escaneamento do cérebro levou a perceber que cada área desse órgão age de forma diferente ao responder a determinados estímulos. Dessa forma, a ideia de o processo de aprendizagem estar atrelado às interações sociais mudou, e agora, o foco está em reações individuais a cada estímulo e comportamento pessoal.

 

A neuroeducação no processo de ensino e aprendizagem

É necessário entender que a neuroeducação está reformulando a forma de lidar com estudantes, que agora são observados em suas particularidades com respeito às influências do sistema neural.

A mudança na forma de lidar com estímulos externos ocorre em nível individual, pois cada pessoa tem seu próprio ritmo, e essa diferença conta dentro das salas de aula. Dessa forma, é difícil estabelecer um método de ensino engessado e esperar que toda a classe se sairá bem nas provas finais só por prestar atenção. Não se trata de capacidade intelectual inferior ou de falta de dedicação aos estudos. O ponto é que cada indivíduo tem suas funções neurais atuando de uma forma, além de aptidões cognitivas e processos comportamentais particulares.

 

Resultados positivos

A utilização das contribuições da psicologia e da neurociência garante que o processo de aprendizagem seja mais eficaz e que, assim, haja maior aproveitamento dos conteúdos ensinados. Essa abordagem promove a identificação dos processos e das necessidades individuais dos alunos, bem como o estabelecimento de metodologias de ensino mais estimulantes, a assimilação profunda das informações e o respeito ao potencial cognitivo de cada um.

Dessa forma, a neuroeducação possibilita o uso dos conhecimentos acerca do funcionamento do cérebro no processo educativo, o que é importante, uma vez que esse órgão se modifica conforme aprende.O sistema nervoso cria conexões entre neurônios de acordo com as experiências individuais, e entender as características pessoais do aluno faz com que ele tenha mais autonomia e interesse.

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